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29/01/2026

O Xangô de Baker Street

O Xangô de Baker Street
A versão que eu li possui essa capa, lançada em 1997, na 12ª reimpressão. Hoje em dia ainda é fácil de encontrar o "Xangô..." seja em sebos ou em livrarias.

Fala, pessoal, beleza?

Fazia muito tempo que queria ler este livro do Jô Soares, O Xangô de Baker Street. Me lembro vagamente de ter visto um trailer dele durante minha adolescência, mas nunca tive a oportunidade de assistir nem de lê-lo.

Nesse meio tempo, até a leitura deste, li muitos livros do detetive inglês. Conforme o tempo foi passando, fui ficando cada vez mais curioso para saber o que Holmes fazia pelas terras brasileiras no século XIX e como o finado Jô Onze e Meia tinha trabalhado o personagem. Pois bem, a espera acabou. 

Li a obra este mês de janeiro de 2026 e o livro estava à altura das minhas expectativas. 

A história se passava no Rio de Janeiro no ano de 1886. D. Pedro II convoca Sherlock Holmes para ajudar na investigação do sumiço de um valioso violino Stradivarius, a "Ferrari" dos violinos. No entanto, o que era apenas o caso de sumiço de um instrumento da amante de D. Pedro II rapidamente passava a ser também a investigação do primeiro "sirialquiler" da história, termo cunhado por Holmes em terras tupiniquins e adotado mundo afora.

Enquanto lia, me lembrei de que uma vez vi Jô Soares falando que era fã do Século XIX e que tinha nascido na época errada. E durante a leitura, pude atestar que isso era mesmo verdade. O finado Jô misturou com maestria personagens reais e ficcionais em seu romance. Tive que parar algumas vezes para pesquisar quem era real e quem não era, como a atriz francesa Sarah Bernhardt, famosa atriz da época.

Aliás, Sarah não só existiu como ela realmente se apresentou no Rio de Janeiro em 1886.

Sarah Bernhardt

Além de Sarah e Dom Pedro II, outros personagens reais dão as caras na história, de forma mais ativa ou apenas sendo citados brevemente, como Chiquinha Gonzaga, Olavo Bilac, Princesa Isabel, Machado de Assis, Aluísio de Azevedo, Tereza Cristina (Imperatriz), Paula Nei (jornalista) e José White (violinista cubano).

Outra curiosidade que eu tinha antes da leitura era saber como Sherlock e Watson conseguiriam se comunicar com os brasileiros no romance. Falariam o tempo todo com intérpretes? Ou apenas falariam com alguns poucos gatos pingados que sabiam o idioma britânico? 

Pois o autor resolveu isso de forma simples: Holmes passou um tempo estudando o veneno de cobras com um especialista português, e assim aprende a falar português... com sotaque de Portugal! Saber o vocábulo tuga em vez do brasileiro, inclusive, é um dos motivos que levam o detetive a não conseguir solucionar os misteriosos assassinatos. Mas vamos a isso depois.

Apesar de Sherlock Holmes ser o protagonista da história, a atmosfera do romance escrito por Jô é diferente das histórias do detetive de Arthur Conan Doyle. O suspense está presente, um certo senso de urgência também, pois o próximo assassinato é sempre apenas uma questão de tempo, porém toda a trama é permeada por muito bom humor, como sempre foi característica da carreira do autor/comediante. Ri alto em várias passagens do livro, coisa raríssima de acontecer comigo em uma leitura.

Ana Candelária
Ana Candelária, affair de Sherlock Holmes. Usei a descrição dela feita no livro e gerei a imagem com o Gemini

Durante suas aventuras pelas terras brasileiras, Holmes experimenta a culinária local, misturando feijoada com vatapá, sobem para Petrópolis, acontece um "duelo" de violinos, visitas pitorescas ao necrotério, atos lascivos em praça pública, uso de cannabis, encontros com o Imperador D. Pedro II, corridas de cavalo no Jockey, a criação da caipirinha, possessão por pomba-gira... enfim, tédio, você não passará lendo este livro.

Além da trama e das piadas, o livro também é uma viagem no tempo. Jô narra as belezas e horrores da corte, como o racismo, a escravidão e a luta pela abolição, constantemente citada por diversos personagens.

Posso destacar aqui que aprendi ao menos duas coisas durante a leitura que ignorava completamente: a existência da Roda dos Expostos, um mecanismo existente na Santa Casa de Misericórdia, onde pessoas poderiam abandonar, anonimamente, bebês indesejados, que depois ficavam aos cuidados de instituições de caridade.

A Roda dos Expostos salvou muitas vidas durante o Brasil Império, tendo sido encerrada apenas em 1950

A segunda coisa, um pouco menos pesada, porém bem curiosa, era a questão dos corpos guardados no necrotério. Naquela época não havia energia elétrica, então como conservavam os cadáveres? Com gelo importado que chegava via navios, enrolado em panos e palha. Você já tinha parado para pensar nisso? Claro, uma grande parte dele derretia na viagem, mas ainda assim chegava o suficiente.

Porém, nem tudo são flores no livro. Achei que tanto Sherlock quanto Watson foram "tirados pra merda" em vários momentos do livro. Ok, na maioria das vezes era para criar uma situação cômica, mas ainda assim incomodou o excesso de vezes em que isso foi feito. Quando Sherlock chegava a alguma conclusão "elementar", algum personagem aleatório contradizia-o, explicando de forma completamente contrária as suas conclusões. 

E essa não é a pior parte. O final é bem ruim, totalmente anticlímax. A cena do assassinato final é bastante forçada, pois um personagem que durante o livro é descrito como muito inteligente e forte é morto de forma brutal, porém sem explicação para como isso aconteceu. Não vou entrar muito em detalhes para não estragar a surpresa de quem ainda não leu, mas faltou um final decente para o livro ganhar uma nota 10 bem grande. Infelizmente, vai ter que se contentar com um 9.

É isso, meus amigos, fica a dica para quem tem curiosidade para ler essa história. Agora, me resta encontrar uma maneira de assistir ao filme lançado em 2001, indisponível em qualquer streaming oficial.

23/01/2026

Já vou começar 2026 puto

detran

Então vamos lá, abrindo os trabalhos aqui no blog neste lindo ano de 2026.

E já vou começar o ano puto da cara!

Só de livros, R$ 1700,00. Com o resto do material escolar mais uniformes foram R$ 2400,00.

IPVA, 3 parcelas de R$574,00

Ainda dei o azar da minha carteira de motorista vencer esse mês, então foram R$200,00 de DETRAN e R$120,00 para o "exame médico".

R$200 para o DETRAN tirar uma foto minha (que eles já tinham), pegar minhas digitais (que eles já tinham) e me fazer ir lá naquela pocilga duas vezes para entregar documentos (QUE ELES JÁ TINHAM)!

Aí fui na clínica credenciada e as lindas NÃO ACEITAM CARTÃO NEM PIX! 

Tive que fazer igual aos antigos Maias e Astecas e ir a uma agência do Banco do Bostil sacar dinheiro. Fazia dois anos que eu não pisava em uma agência.

O maravilhoso exame levou menos de 5 minutos. Ficar de pé em uma perna só, andar dobrando os joelhos, mediu minha pressão (se eu tivesse pressão muito alta ou baixa, eu não poderia dirigir?), um exame de vista de menos de um minuto e pronto, eu estou apto a conduzir meu bólido pelas maravilhosas estradas brasileiras.

Foram mais de 2000,00 em shitcoin estatal só para eu continuar tendo o direito de dirigir meu carro velho de 2014. 2k jogados no lixo!!!

2k que eu poderia ter gasto em material escolar, ou picanha, ou em um sebo, ou em um joguinho para meu Nintendo Swtich pagando 40% de imposto para sustentar o aparato parasitário brasileiro. 

IMPOSTO É ROUBO

O ESTADO É UMA QUADRILHA

SONEGAÇÃO É AUTODEFESA!


30/12/2025

H.E.A.T - Welcome to the Future (Resenha)

O ano de 2025 está praticamente encerrado e começaram a brotar as famosas listinhas de "melhores XXX de 2025".

Uma dessas listas era sobre os melhores álbuns de rock de 2025 e em primeiríssimo lugar está a banda H.E.A.T., com o álbum "Welcome to the Future", até então desconhecido por mim.

A banda é de origem sueca, formada em 2007, e seu som é majoritariamente Hard Rock com fortes influências oitentistas, como não poderia deixar de ser. Welcome to the Future, lançado em 2025, é o oitavo álbum da banda, que já acumula também 3 EP's, dois álbuns ao vivo e dezenas de singles. 

Sem nenhum conhecimento prévio sobre a carreira da banda, eis as minhas impressões deste álbum. 

24/12/2025

Mônica Especial de Natal n° 7 (2004)

Mônica Especial de Natal n° 7

E aí rapaziada, como estamos?

Eu queria fazer um post temático de Natal sobre a revistinha Mônica Especial de Natal nº 7, publicada em 2004 pela Editora Globo. 

Digo queria porque me deu uma baita preguiça de fazer um post mais elaborado, mas não queria deixar a data passar em branco, ou o correto seria dizer que eu não queria deixar a data passar em caucasiano? Enfim... em todo o caso, ei-lô aqui.

É um total de 19 histórias divididas em 164 páginas. Temos histórias protagonizadas pela Turma da Mônica, Chico Bento, Mingau, Magali, Bidu, Louco, Papa-Capim, Astronauta e os pais do Cebolinha e do Cascão.

A história de abertura, e uma das minhas preferidas, é uma mistura de história da Turma da Mônica com uma adaptação de Um Conto de Natal de Charles Dickens. Eu gostei que nessa história eles não fizeram o óbvio, que seria recontar a trama do conto original apenas substituindo os personagens, mas eles encaixaram o conto dentro de uma historinha padrão da TdM. Achei a história bonita e que me prendeu bem na leitura.

Turma da Mônica Os Três Espíritos do Natal

20/12/2025

Trocando socos com "O Silmarillion"

O Silmarillion - J.R.R. Tolkien

Após mais de 20 anos depois de eu ter lido "O Senhor dos Anéis", finalmente resolvi me aventurar e ler "O Silmarillion", um dos grandes clássicos de John Ronald Reuel Tolkien, aka J.R.R. Tolkien.

O Silmarillion é considerado por muitos uma espécie de Bíblia do Universo Tolkeniano. Além dos mitos da criação de Eä, o mundo onde fica a Terra Média, O Silmarillion, possui paralelos com a Bíblia.

Se na Bíblia cristã Deus fez o verbo, aqui Ilúvatar (o Deus deste universo), logo após criar os primeiros seres, os Ainur, "falou com eles propondo-lhes temas de música; e cantarem diante dele e ele estava contente".

Apesar de não usar a palavra "anjo" em nenhum momento do livro, os Ainur podem ser entendidos como tais. Porém, diferente dos anjos, os Ainur foram mandados para a Terra para dar uma ajeitada nas coisas antes que os Primogênitos, como são conhecidos os Elfos, por serem as primeiras criaturas de Eä a se comunicarem por fala.

Além disso, temos Melkor, depois conhecido como Morgoth, assim nomeado por Fëanor depois do roubo das Silmarils, o mais poderoso dentre os Ainur, pois a ele "tinham sido dados os maiores dons de poder e conhecimentos, e ele tinha um quinhão de todos os dons de seus irmãos".

Morgoth/Melkor
Morgoth/Melkor gerado por IA

Melkor, antes mesmo do princípio dos tempos, já estava em desacordo com Ilúvatar, algo mais ou menos parecido com Deus e Lúcifer (me desculpe os erros bíblicos, mas faz muito tempo desde a minha catequese) e, em tempos vindouros, tornar-se-ia o grande flagelo de Elfos, Humanos e Anãos, distorcendo as criações de Ilúvatar.

Esse é um resumo bem resumido de O Silmarillion. Mas por que o título dessa resenha é "trocando socos"? 

12/12/2025

Trabalho remoto é vida, nunca mais quero voltar a trabalhar presencialmente

 Trabalho remoto é vida, nunca mais quero voltar a trabalhar presencialmente.


Acorda muito cedo, pega trânsito, enfrenta calor, chuva, alagamento, assalto, ônibus lotado, sujo e quente, barca lotada, suja, quente, gente fedendo, gente gritando, gente mal-educada, gente pedindo dinheiro, gente querendo te vender alguma coisa da hora que você bota o pé pra fora de casa até a hora que você volta, não tem tempo para cozinhar, come porcaria na rua, chega em casa cansado sem ânimo de fazer nada, não passa tempo de qualidade nenhum com seus filhos e cônjuge, já acorda no domingo pensando que no dia seguinte todo o ciclo vai ser repetir.

Trabalho presencial nunca mais, viva o trabalho remoto!

trabalho remoto vs trabalho presencial


09/12/2025

O Triste Fim de Policarpo Quaresma: O Guia para desistir do Brasil de uma vez por todas

O triste fim de policarpo quaresma capa
Capa sem sentido da minha cópia de R$1,99 da editora "Ingrid Almeida". Nela vemos um soldado segurando um frasco (??) e outros soldados portando armas que não existiam na época do livro. Ao fundo, aviões, sendo que no livro inteiro não há nenhuma menção a eles

No embalo da releitura de "Memórias Póstumas de Brás Cubas", resolvi ler logo outro livro nacional que estava no meu backlog há muito tempo, aguardando a sua vez: O Triste Fim de Policarpo Quaresma.

Auto-publicada em 1915, em formato de livro, após ter sido lançada em folhetim nos jornais em 1911, a história se desenrola em 1892 durante o governo de Floriano Peixoto.

A história, para mim, tinha altos e baixos no começo. As partes boas eram as focadas no protagonista, o "Major" Policarpo Quaresma, e em seu nacionalismo ufanista e cômico em relação ao Brasil. Conhecendo o país praticamente apenas por livros que o exaltavam, Quaresma tinha apenas conhecimento teórico das "maravilhas" brasileiras e nenhum prático, criando um nacionalismo vazio dentro de si.

As partes que eu julgava um tanto chatas eram as que focavam nos demais personagens da trama, como Ricardo Coração dos Outros, Adelaide (irmã de Quaresma), Olga (sua afilhada), Ismênia, General Albernaz, Dr. Genelício e Floriano Peixoto, o nosso ex-presidente/ditador da vida real.

No entanto, conforme a leitura foi andando, foi me afeiçoando ou odiando cada um deles e também entendendo o motivo de cada um estar ali na história. Ismênia, por exemplo, mostrava como a mulher de classe média tinha como principal intuito da vida se casar e nada mais; Olga, por outro lado, era a mulher forte e de pensamento crítico, que admirava o padrinho mesmo sem entendê-lo; General Albernaz, um militar fútil que vive de aparências, sempre contando vantagem sobre guerras das quais não participou; e Floriano Peixoto, o político que só pensa em como manter o poder para si próprio e em como se livrar de seus opositores, sem qualquer projeto de desenvolvimento do país (continua atualíssimo até hoje).

O livro é dividido em três partes: na primeira, Policarpo se decepciona com a cultura brasileira após sugerir em uma carta publicada em um jornal que a língua oficial do Brasil fosse o Tupi-Guarani, porque a língua portuguesa era uma língua emprestada pelos "donos" do idioma. Por isso, acabou sendo humilhado e internado em um hospício.

03/12/2025

A Morte de Ivan Ilitch - Leon Tolstói

A Morte de Ivan Ilitch Editora 34

Recentemente li meu primeiro Tolstói, a novela "A Morte de Ivan Ilitch". Resolvi lê-lo porque minha esposa também o leu recentemente e gostou da obra e isso me animou na leitura deste clássico da literatura russa lançado em 1886, portanto, 100 anos antes do meu nascimento.

Devo confessar que sempre fui um tanto "medroso" em ler clássicos da literatura por achar que seriam muito difíceis ou chatos. O mais próximo que cheguei disso foi ler alguns livros de Machado de Assis, como Memórias Póstumas de Brás Cubas, Senhor dos Anéis e algumas adaptações de clássicos da literatura para os quadrinhos.

Disto isto, não sabia muito bem o que esperar dessa leitura. Porém, ela me surpreendeu positivamente.

Fluiu muito bem, muito melhor até do que obras brasileiras do final do século XIX e início do século XX, como os livros de Machado ou Lima Barreto. 

Em certo ponto, isso foi obra também das boas notas de rodapé da edição da Editora 34 (com tradução do ucrâniano naturalizado brasileiro Boris Schnaiderman falecido em 2016), mas a linguagem utilizada como um todo foi bastante acessível para uma obra russa do final do século XIX.

01/12/2025

[Resenha] Persépolis - Marjane Satrapi

Marjane Satrapi Persépolis Quadrinhos
Ficha Técnica
Editora: Quadrinhos na Cia
Número de páginas: 352
Ano de Publicação: 2007 
Compre Persépolis na Amazon  
Marjane Satrapi, a autora e personagem principal desse livro, era uma menina muito parecida com qualquer outra que você conheceu durante a sua vida. Gostava de ir para o colégio brincar com os amigos, ouvia música pop e punk rock, gostava de tênis Adidas e jaquetas jeans. Isso até ela ser  obrigada a vestir o véu islâmico aos dez anos de idade.

Persépolis não é só uma autobiografia, é uma aula sobre o Irã e uma realidade muito distante da nossa. A história começa antes da revolução islâmica, quando o país vivia sob uma ditadura que tinha o apoio dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha, nada muito diferente do que aconteceu na América do Sul e em alguns países do Leste Europeu durante a Guerra Fria.

Durante esse período da ditadura, a família da Marjane vivia de forma bastante parecida com uma família brasileira de classe média da mesma época (final dos anos 70). Seus pais eram muito politizados e participavam de protestos contra a ditadura local. Ao custo muito grande de vidas perdidas, conseguiram tirar o ditador do poder, no entanto, acabaram colocando outra coisa pior no poder, a república islâmica.

Após a ascensão ao poder da República Islâmica, as meninas e meninos não podiam mais estudar juntos na mesma sala, a patrulha ideológica do partido vigiava as pessoas na rua, nenhuma mulher poderia sair sem véu e nem poderia estar acompanhada de um homem que não fosse de sua família ou o seu marido, música e roupas ocidentais passaram a ser proibidos. A ditadura anterior não parecia mais tão ruim assim.

Apesar do clima tenso, Persépolis tem uma narrativa leve e divertida em primeira pessoa. A leitura é viciante e te deixa preso querendo saber o que acontecerá a seguir na vida de Marjane, de sua família e do Irã.

Persépolis HQ
Não é?
Em resumo, a história se divide em três períodos: a infância, adolescência e vida adulta de Marjane, que são três fases bem distintas. Quando criança, ela sonhava em ser uma profeta e conversava com Deus. 

Ao tomar contato com a política, através de sua família, vai entendendo o que se passa com o seu país. Depois de uma grande perda na família, ela briga com Deus e para de falar com ele e abandona o seu sonho de ser uma profeta.

19/11/2025

Mulher-Maravilha Absoluta: A Última Amazona

Mulher-Maravilha Absoluta 1 capa

Mulher-Maravilha Absoluta faz parte da nova iniciativa da DC Comics, a linha DC Absolute, um universo alternativo onde os principais personagens da editora foram reimaginados sem alguns dos elementos centrais da sua mitologia.

O Batman não é mais um bilionário, não tem mais a Batcaverna e os Bat-apetrechos, seu pai foi assassinado, mas sua mãe sobreviveu e se tornou vice-prefeita de Gotham, Superman foi criado até em Krypton, então nunca foi criado pelos Kent, que eram o que o tornava um humano antes de um kryptoniano.

Já no caso de Diana, ela ainda é uma Amazona, porém ela nunca conheceu sua mãe Hipólita ou a Ilha Paraíso, mas foi criada por Circe e um local situado no Inferno.

Sendo criada por Circe, que na "cronologia normal" é sua contumaz inimiga, Diana cresce sendo muito mais versada em magia do que em combate corpo a corpo, embora ela ainda tenha sua superforça, velocidade e seus braceletes indestrutíveis.

Wonder Woman 1987 Issue 19
Circe e Diana no traço do lendário escritor e desenhos George Pérez

Este novo universo da DC foi criado por Darkseid em alguma outra saga caça-níquel na qual eu não tenho o menor interesse. Estes novos heróis fazem parte da Terra-Alpha, também conhecida como Universo Absoluto, que é caracterizado pelo fato dos tradicionais heróis da editora serem "buffados" para ficarem mais fracos.

Já li o primeiro arco do Batman Absoluto e achei OK. As mudanças feitas no personagem no final das contas não o alteraram tanto assim, com algumas ressalvas bem interessantes como agora o Crocodilo, Selina e Charada serem amigos de infância de Bruce e que agora o morcegão mata seus adversários se for necessário.

Já no caso da Mulher-Maravilha as mudanças são mais drásticas

17/11/2025

O Habitante da Trevas - H.P. Lovecraft (Sampi Books)

HP Lovecraft o Habitante das Trevas

O Habitante das Trevas, da Editora Sampi Books, é uma publicação com um único conto do autor H.P. Lovecraft e está disponível para os assinantes do Kindle Unlimited.

O conto é curto, com menos de 50 páginas, uma boa oportunidade para quem quer começar a ler e se habituar ao Universo Lovecraftiano, que pode ser um tanto estranho à primeira vista, como eu comentei na resenha da minha primeira leitura de uma obra do autor. 

No conto, acompanhamos a jornada do escritor Robert Blake até a loucura absoluta, algo um tanto comum da obra de Lovecraft.

Blake fica fascinado com uma imensa igreja abandonada em Providence (um lugar recorrente nas obras do autor) cujas ruínas escondem terríveis segredos. Cansado de apenas observá-la à distância, um dia resolve ir até lá e investigar os segredos que ela esconde.

Chegando lá, descobre os terríveis segredos ocultos e objetos que lhe dão visões de outro mundo, criaturas, sons e coisas inconpreensíveis e de antes da aurora do homem.

Após as descobertas na igreja, passa a ficar paranoico e sentir um horror incontrolável relacionado à igreja sombria, que vai piorando exponencialmente até seu terrível fim.

Para quem já está habituado aos contos do autor, não há nada de novo aqui.

Diferente de outros contos, onde vamos aos poucos vendo o protagonista ficar desesperado com alguma situação até chegar ao clímax da história, que pode ter um final péssimo ou razoavelmente não tão ruim para o protagonista, aqui as coisas acontecem de forma um tanto apressada. 

Não sabemos nada do protagonista, qual a razão da sua obsessão com a igreja sombria, como ela afeta sua vida e a das pessoas ao redor, como ele lida com os problemas. Basicamente a história já começa com Robert Blake obcecado com a igreja e indo a ela e surtando logo em sequência, chegando ao final do conto sem nada muito grandioso acontecendo.

Se você já é velho de guerra com as pirações do Lovecraft, pode passar batido por esse conto porque ele não vai adicionar nada.

HP Lovecraft

11/11/2025

O Doutrinador Definitivo 2013-2018

O Doutrinador Definitivo 2013-2018

Acredite ou não, eu nunca tinha lido nenhuma HQ do Doutrinador, lançado lá no ano de 2013 na forma de webcomics, antes deste final de ano de 2025, e posteriormente lançado de forma encadernada sob o título "O Doutrinador Definitivo 2013-2018".

Dito isto, estou lendo já um pouco distante do contexto histórico onde ela foi originalmente lançada, o que faz diferença no entendimento do período em que ela foi concebida. Mas, ao mesmo tempo, não faz porque praticamente nada mudou no panorama corrupto da política brasileira. Ou até posso dizer que mudou, porém para ainda pior.

Em 2013, o Brasil via no noticiário a prisão dos condenados no Mensalão. No ano seguinte, víamos começar a Operação Lava Jato, que resultaria nos anos seguintes na prisão de vários políticos, doleiros e empresários corruptos.

                                                               

Corta para 2025, todos os corruptos estão soltos e alguns já de volta ao poder, inclusive na Presidência da República.

04/11/2025

Predador vs Juiz Dredd vs Aliens: O feijão com arroz bem temperadinho

Predador vs Juiz Dredd vs Aliens

Via de regra, crossovers nas histórias em quadrinhos resultam em histórias de baixa qualidade. 

Alguns dos primeiros crossovers foram os famigerados amálgamas entre personagens da Marvel e DC, que resultaram na criação de novos heróis com péssimas histórias e também embates de personagens que foram decididos pela votação popular, na era pré-internet, em que o que ocorria era basicamente um concurso de popularidade.

Raras e louváveis exceções também existem, como o incrível crossover entre a Liga da Justiça e os Vingadores, escrito por Kurt Busiek e com a arte do saudoso George Pérez. 

Outra menção honrosa é o crossover entre o Batman e o Predador, publicado por aqui no início da década de 90 pela Editora Abril em três partes. Eu tive a sorte de achar essa trilogia completa em um sebo da minha cidade com um preço muito bom, que sorte a minha!

E o Predador é um personagem muito útil para esse tipo de história porque ele se encaixa bem em praticamente qualquer universo ficcional. Ele é um alienígena de uma raça de caçadores que singra o cosmos em busca de presas que ele considere dignas do seu esforço.

E se o Batman era bom o bastante para tretar com o bichão, o que dizer então do Juiz Dredd? Ou, melhor ainda, um planeta inteiro repleto de juízes prontos para serem caçados? 

31/10/2025

Attaque 77 - Trapos: A energia do punk rock argentino

Attaque 77 Trapos

Em uma noite qualquer entre o final dos anos 90 e o início dos anos eu estava assistindo a finada MTV Brasil, depois de zapear entre os canais de TV à cabo da também finada TVA na casa dos meus avós, quando decido parar para assistir o Lado B, programa do VJ Fabio Massari, dedicado a bandas alternativas, que não tinham muito espaço na programação regular da MTV.

Me lembro que ali assisti a clipes que nunca veria em qualquer outro lugar, clipes de bandas como Rammstein, Weezer, Pixies, PIL, Sonic Youth, entre muitos outros que já caíram no esquecimento.

Mas a banda que mais me marcou na época foi uma banda argentina de Punk Rock chamada Attaque 77.

Não me lembro qual clipe da banda o Massari exibiu, mas me lembro que ele estava com um CD recente dela, chamado Trapos, um disco ao vivo, no qual ele dizia que a música de abertura era um cover de Perfeição (rebatizada como "Perfeccíon") da Legião Urbana, mas cantada em espanhol.

Aquilo me impressionou e ficou na minha cabeça. Como assim tem uma banda de punk rock da argentina fazendo cover de Legião Urbana? Isso não fazia sentido! Vale dizer que na época eu ainda gostava muito de Legião. Ainda gosto hoje em dia, mas muito menos do que antigamente.

29/10/2025

There is nothing left to lose: O álbum mais marcante do Foo Fighters

Lançado em 1999, There is nothing left to lose é o terceiro disco da banda americana Foo Fighters. Seu frontman, guitarrista, compositor, líder e idealizador Dave Grohl já era figura conhecida no mundo do rock por ter sido o baterista do Nirvana. 

O Foo Fighters já tinha conseguido algum sucesso com seus álbums anteriores, o Foo Fighters de 1995 e o The colour and the shape, de 1997, que emplacou singles nas rádios e clipes na MTV.

Porém, There is nothing left to lose foi um divisor de águas para a banda aqui no Brasil. Seus clipes foram exibidos à exaustão na finada MTV Brasil e também no TOP TVZ do canal Multishow, neste com direito a legendas.

Me lembro que nesta época, no início dos anos 2000 (caramba, lá se vão 25 anos), eu ainda estava no cursinho de inglês, tal qual o Eduardo de Eduardo e Mônica, e vez ou outra a professora nos deixava escolher clipes para assistirmos na aula (provavelmente para ganhar um descanso) e desenvolvermos nosso "listening" de maneira lúdica.

Você consegue imaginar hoje em dia um curso de inglês exibindo um clipe de qualquer banda de rock que seja? Rock mesmo, não Imagine Dragons ou Coldplay. Eu não.

Learn to fly, a terceira faixa do disco, tocou à exaustão graças ao seu fácil refrão e ao clipe bem-humorado, que se destacava em meio à enxurrada de clipes de boy e girl bands, ostentação com o hip-hop americano e os clipes mais sombrios das bandas de new metal.

Imagem do clipe de "Learn to fly"

27/10/2025

Memórias Póstumas de Brás Cubas: Às vezes as nossas memórias nos enganam

Memórias Póstumas de Brás Cubas foi um dos primeiros livros "adultos" que li na vida. 

Certamente foi o primeiro romance, se é que assim podemos chamar as desventuras de defunto Brás.

Publicado originalmente como folhetim na Revista Brasileira no ano de 1880 com o nome de Memorias Posthumas de Braz Cubas e tendo deixado eterna uma das mais famosas citações da literatura brasileira, ou ao menos da Machadiana:

Ao verme

que

primeiro roeu as frias carnes

do meu cadáver

dedico

como saudosa lembrança

estas

memórias póstumas

Bem como também a famosa frase que fecha a obra:

Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria

Li pela primeira vez estas Memórias quando tinha entre 12 e 14 anos, me perdoem a minha imprecisão etária.

A coisa é que na época gostei muito da leitura, feita em uma daquelas edições de bolso bem baratas da Martin Claret em que o papel é quase transparente, a letra é minúscula e as capas eram tão horrorosas que o ChatGPT teria vergonha de tê-las produzido mesmo com o pior do Prompts. 

Gostei tanto que na época eu achei um VHS do filme em uma locadora e aluguei e vi com a minha família na casa dos meus avós paternos. 

O filme era estrelado por Reginaldo Faria, ator global, e o humor satírico, defuntico e em primeira pessoa me agradou demais. 

                                                              

No entanto, nunca mais retornei à obra, seja ela no papel ou nas telas. 

Recentemente, navegando pelo site do rio Amazônico, me deparei com inúmeras versões de diferentes editoras para obras do Bruxo do Cosme Velho e reencontrei os escritos do velho autor desencarnado.

Pensei que já era hora de revisitar tão querida obra e também ter uma versão digna da mesma. A edição vencedora da minha licitação pessoal foi a da Editora Itatiaia. Preço bom, capa bonita, papel de boa gramatura, tudo como manda o figurino. 

Capa da edição de Memórias póstumas de brás cubas da editora Itatiaia

Só senti falta de textos de apoio sobre o autor (Machado, não o Cubas) e também um pouco de contexto da época, a história da publicação ao longo do tempo, etc. 

Mas acho que por R$14,95 os editores da Itatiaia acreditaram que tais mimos seriam ir longe demais. Não os julgo.

Chegado o livro, era hora de debruçar-me e aproveitar a obra novamente. Após tanto tempo, seria praticamente como lê-la pela primeira vez.

Só que dessa vez achei-a chatíssima!

Brás Cubas (ou Machado de Assis) não consegue ser objetivo, o livro por muitas vezes é tedioso e desinteressante, como ambos os autores, real e ficcional, confessam:

Começo a arrepender-me desse livro. [...] o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contração cadavérica [...] este livro e o meu estilo são como os ébrios, guinam à direita e à esquerda, andam e param, resmungam, urram, gargalham, ameaçam o céu, escorregam e caem...

Não poderia concordar mais. 

O velho Brás não passava de um mimado filhinho de papai, um herdeiro com a vida ganha que nunca teve grandes preocupações na vida a não ser seus namoricos e paixonites agudas que levaram-no do nada ao lugar nenhum e fizeram seu pai e tios fazerem-lhe uma intervenção à lá Charlie Sheen (OFF: quem viu o documentário dele na Netflix pegou a referência) e mandá-lo à força para Portugal, a fim que fizessem faculdade e depois retornasse à Terra de Vera Cruz para seguir carreira, talvez até na política, nobre ofício, e elevar o nome da família Cubas a patamares jamais vistos.

Não bastante, seu grande amor tinha que ser uma mulher casada e com filhos, esposa de um político em ascensão.

Quase estragou a vida da dita cuja e ainda jogou a sua pela janela, pois não realizou nada digno de nota, a não ser a nota para dizer que não teve filho algum. 

Lembro que muito tempo depois de ter lido este e outros livros do Machado de Assis, navegando pela ainda verde, livre e selvagem internet do início dos anos 2000, vi uma crítica do


Millôr Fernandes
, outro ator que gosto muito (será que ainda gosto mesmo) e um dos responsáveis por tirar meu cabaço literário com livros herdados do meu falecido avô, que dizia que Machado de Assis era um bobo.

Lembro que na época fiquei chocado e decepcionado porque um dos meus autores preferidos - até então - criticou meu outro autor preferido - até então - e não só isso, mas criticou uma vaca sagrada da Literatura Brasileira. 

Que bobo era eu. Por que Assis não poderia ser criticado? 

Hoje, ainda não posso dizer que concordo que Machado de Assis era um bobo. Mas, sem dúvida, Brás Cubas era, tanto em vida quanto em defunto.

PS: Tem o filme completo no Youtube. Me lembrei de que no filme eles dão muita ênfase no emplastro. No livro mal falam disso. Ou seria um dos pequenos capítulos que eu pulei para terminar logo? Pode ser.

PS2: Já terminando de editar este post, descobri que o romance virou trend no TikTok no ano passado. Está aí o link para quem quiser conferir. Fiquem tranquilos que ninguém fez dancinha.


01/10/2025

Fechamento Setembro/2025

 Dizem que agosto é o mês de desgosto, mas pqp hein, que setembro tenebroso..

Só notícias ruins no Brasil e no mundo: economia, guerras, conflitos, assassinatos, ódio do bem, manipulação midiática, etc, etc.

Fiquei sem vontade de escrever nas últimas semanas por conta desses ocorridos, mas pessoalmente vai tudo bem por aqui.

Resolvi testar um novo formato, um apanhado do que eu julgar mais relevante compartilhar do que eu fiz no mês, acho que fica mais fácil e objetivo compartilhar alguma coisa assim. 

Então vamos ao teste.

Tem algumas coisas de agosto misturadas aí no meio.

Quero fazer algo muito objetivo, curto e grosso.

Leituras

  • Megalex

Mais uma obra maluca do Jodorowski. Lastreada em fezes XD

  • Superman: O que há de errado com verdade, justiça e um mundo melhor?

Achei legal, porém esperava um pouco mais. No geral valeu a pena, acho até que vale um review só pra ela.

  • Conan, o Bárbaro (Titan Comics) 1-4

Falaram que essa HQ estava bem melhor que a sua "irmã", A Espada Selvagem de Conan. A julgar por esse primeiro arco, achei inferior.
  • Rei Conan Omnibus Vol.1
Ainda não terminei a leitura deste volume. Fiquei quase um ano "namorando" ele, esperando um desconto que nunca vinha. Cansei de esperar e comprei e valeu cada centavo. Para mim, a versão de Conan da Dark Horse é a adaptação definitiva do personagem.

Filmes

  • Conan, o Barbáro (1982)

Havia muito anos que eu tinha assistido a esse filme, não me lembrava de nada. Achei o filme bem "exótico", me surpreendeu ver o James Earl Jones (Darth Vader) como o vilão da história. A atuação dele é de longe a melhor do filme.

Achei essa versão do Conan bem bundona. Cenas de ação bem fracas, roteiro meio nada a ver com nada, o Conan em si é meio lerdão. Acho que não dá nem pra dizer que o filme envelheceu mal porque ele já devia ser ruim na época. Lembro um pouco melhor do segundo filme, esse acho que deve ser um pouco melhor.

Muita pagação de peitinho e cenas de sexo, como o SBT passava esse troço no meio da tarde? Kkk!

conan whats best in life


  • Superman (2025)

Fui com expectativa alta ver esse filme e achei um filme OK. Entretém, mas os coadjuvantes Guy Garnder, Krypto e Hélio de La Peña são mais interessantes que o azulão. A equipe da redação do jornal que o Clark trabalha não adiciona em nada no filme.

Hélio de La Peña como Mr Terrific

Séries

  • Wotakoi: O amor é difícil para Otakus (animê)

Animê de comédia nerd, achei bem leve e divertido. Recomendo fortemente, principalmente para ver com a patroa.

wotakoi boobs
Não é bem o que parece...


  • Depois da Chuva (animê)

Achei que seria um animê mais interessante pela temática, uma ninfetinha colegial de 17 anos que se apaixona pelo chefe de 45 anos meio loser. Porém, o motivo de tal paixonite não é explicado muito bem, a admiração que ela sente chega a ser irritante e a protagonista é meio songa-monga. É uma obra lenta e arrastada em que acontece pouca coisa. Não sei como terminei de ver essa série. Só recomendo se quiser ver algo bem light pra relaxar, mas vá com a expectativa bem baixa.

after the rain gif
Bonitinho, mas chato e arrastado

  • O Pacificador

Ainda não terminei a segunda temporada, que veio muitos anos depois da ótima primeira temporada. Por enquanto ainda não me empolgou.

peacemaker gif

Videogames

  • Alan Wake Remastered

Jogão, mas o final da história é muito confuso. Ainda assim recomendo, principalmente se você curte jogos com boas histórias e está de saco cheio de jogos de mundo aberto e Metroidvanias.

  • Level Devil

Joguinho de browser, ficou famoso no Instagram pela dificuldade. Mas na verdade nem é tão difícil assim, ele é mais sacana que difícil. Zerei em mais ou menos uma hora.

level devil gif

  • Yoshi's Crafted World

Jogo muito fofo e bonito, zerei jogando com minha filha e esposa, então teve um gosto especial. Adoro essa franquia do Yoshi, recomendo muito! Mas ainda prefiro os jogos do SNES e do Wii U.

Yoshi's Wooly World


  • X-Men vs Street Fighter

Zerei no Switch, não sei se eu não consigo mais jogar esse tipo de jogo ou se era bem mais fácil jogar com o controle de fliperama e Playstation. Achei muito difícil fazer os golpes e eu jogava isso muito bem.

x-men vs street fighter gif



02/09/2025

Vocês também estão de saco cheio?

saco cheio
Imagem criada com Gemini 2.5

Segunda-feira passada, tive folga no trabalho, foi feriado. Mas sabe que eu nem comemoro mais feriados? 

Claro, não ter que trabalhar no dia é ótimo, mas já não tenho aquela alegria de antes. Penso que os motivos são porque eu trabalho de Home Office desde a pandemia, mas o principal é porque quase todos os meus amigos não moram mais na mesma cidade que eu. Foram embora para outros estados do Bananil e também para outros países.

Mas não é só isso.

Hoje eu ganho relativamente bem. Financeiramente falando, nunca estive melhor em termos de renda absoluta. Mas os gastos também não param de aumentar.

Tenho 39 anos e me dou conta que certos sonhos que eu tinha não vão se realizar por questões financeiras. Ou talvez eu tenha dinheiro para eles um dia, mas provavelmente já vou estar tão velho que não vou ter mais saúde ou vontade de realizá-los.

Para cada boa notícia que chega, vêm três ruins a reboque.

Tudo piora a cada dia (ou pelo menos tenho essa sensação): economia, política, saúde, comida, música, futebol, filmes, quadrinhos, livros...

Ozzy morreu, o Aerosmith pendurou as chuteiras, Bon Jovi não tem mais voz, Axl Rose virou uma caricatura de si mesmo.

A seleção brasileira que já foi motivo de orgulho, hoje é vista como, na melhor das hipóteses, de forma indiferente.

Filmes bons são cada vez mais raros. Filmes de comédia então já praticamente não existem, e os que ainda existem são bem ruins (vou abrir uma exceção para o remake de 'Corra que a polícia vem aí' que eu não vi ainda, mas parece promissor).

Enfim, white people problems...

Veja, não estou falando que minha vida está ruim. Mas sinto que poderia estar bem melhor, mais vibrante. Mas sinto que as coisas estão meio opacas, sem perspectiva de melhora em várias áreas.

Final de semana passado um amigo que mora fora do Bananil veio nos visitar, conseguimos reunir quatro pessoas em pleno sábado à noite em um rock bar, me senti renovado.

Mas ele já foi embora e a rotina voltou.

O seu mundo também está descolorido e desencantado?

Acho que a expressão-clichê que resume esse post chororô seria "mundo em desencanto".

21/08/2025

Por que ainda escrevo um blog em 2025?

blog

Outro dia me deparei com esta postagem no blog do Neófito, colega de longa data aqui da "blogosfera".

Ele tenta responder à seguinte questão: Por que ainda escrevemos um blog em 2025?

Blogs são ultrapassados, anacrônicos, mofados. Um blog do blogspot ainda mais. Que coisa mais anos 2000.

Eles eram relevantes no começo da massificação da internet, na era em que as únicas redes sociais eram o Orkut e o Fotolog. 

Aqui podíamos guardar os (poucos) memes que circulavam na "web", podíamos escrever nossas sinceras opiniões sobre qualquer coisa, sem medo de censura ou cancelamento. Eram tempos mais livres, simples e divertidos.

Sim, eu estou sendo saudosista, sendo um velho chato que acha que tudo era melhor no passado, respeite meus 39 anos, por favor.

Mas olhando para trás é assim que eu me recordo dessa época onde era tudo "mato virtual".

Claro que hoje temos muitas praticidades das quais eu não abro mão. Não ter mais que ir a uma agência de banco é maravilhoso, ter qualquer série ou filme disponível e acessível em qualquer tempo, hora e lugar também.

Mas a "arte" de blogar foi caindo no esquecimento com a popularização do Youtube e das redes sociais. Só uns poucos esquisitos ainda insistem nisso aqui.

Para ganhar dinheiro? Duvido muito. Seria bem-vindo, mas definitivamente não é o meu caso nem o da maioria.

Escrevemos porque faz bem para a cabeça, porque às vezes tem algum pensamento, sentimento ou opinião querendo sair da cabeça ou do peito e não temos tempo, paciência ou recursos para gravar um vídeo, não queremos o julgamento do nosso círculo social, ou preferimos o prazer de digitar as palavras em um teclado e vê-las aparecendo na tela e, depois de pronto, contemplá-las como um pequeno filho que acabou de nascer. 

Um fruto de um trabalho bem feito, um pedaço de nós que descolou da nossa consciência e agora está compartilhado com o mundo.

Somos esquisitos? Provavelmente.

Anacrônicos? Com certeza.

Mas nos sentimos bem fazendo isso? Absolutamente sim.

Escrevemos principalmente para nós mesmos. Alguns ainda têm o mérito (ou o fardo) de escreverem para uma audiência cativa.

Não tenho mais o interesse de divulgar minhas opiniões sobre quadrinhos, músicas, filmes, etc, para ninguém.

Eu escrevo aqui e quem cair de paraquedas e ler, ótimo.

Se ninguém ler ou não gostar, tudo bem também.

Escrever um blog hoje é tipo a penseira das histórias do Harry Potter. Serve para tirar pensamentos da cabeça e deixá-la mais leve. 

18/08/2025

Juiz Dredd Essencial: Dia do Julgamento

 

Juiz Dredd Essencial Dia do Julgamento
Mal a poeira baixou após os eventos de "Necrópole" e a Megona e o Juiz Dredd já tem que enfrentar uma nova catástrofe: o Dia do Julgamento chegou para Mega-City Um!

Porém, diferentemente do ocorrido no arco Necrópole, desta vez o genocídio demoníaco não ficará restrito somente à jurisdição -e tempo- do Juiz com queixo de pedra. O Dia do Julgamento chegou para todo o planeta terra e em épocas diferentes! Explico.

No ano de 2178, o Necromago Sabbat fez os mortos voltarem do além-vida e andarem novamente pelo planeta Bethsheba. Após o planeta fica incomunicável, as autoridades descobriram que o planeta agora só abrigavam mortos comedores de carne e também que o Necromago estava exportando seus cadáveres ambulantes em naves para outros planetas a fim de fazer o mesmo em nível galático. A decisão foi óbvia: explodir o planeta Bethsheba antes que o mal se espalhasse.

Mas isso não foi o bastante, pois Sabbat viajou no tempo, voltando ao ano de 2114. Deu muito azar, pois um tal de Juiz Dredd era a lei nesse ano...

Para impedir que o Necromago destruísse o passado e consequentemente o futuro, as autoridades de 2178 enviaram o mutante caçador de recompensas Strontium Dog para dar cabo de Sabbat. O mutante já havia viajado para esse período e tretado feio com Dredd, então ele sabia que haveria muito mais com o que lidar além do necromante.

Juiz Dredd Dia do Julgamento

Juiz Dredd Dia do Julgamento
Deus me livre, mas quem me dera...


Em questão de dias após a chegada de Sabbat, várias cidades do mundo já estavam à beira do colapso: Mega City Um, Mega City Dois, Sulamérica, Djakarta, Sino-City, Hondo City e.. Brasília! 

Acho que os zumbis morreriam de indigestão com a carne dos seres abjetos e podres que habitam por lá!

 

E se vocês leram a saga da Necrópole, sabem que não faltam cadáveres, ao milhões, enterrados nos portões da Megona para serem usados como "matéria-prima" por um necromante.


Se em Necrópole tínhamos um clima de terror no ar, em "Dia do Julgamento" o clima é de urgência, decisões difíceis e resultados improváveis sendo desafiados a todo momento, além de uma competiçãozinha de "quem tem o p*u maior" rolando entre Dredd, Strontium Dog (que já tretou com o Juiz em uma história ainda não publicada aqui no Brasil) e Totaru Sadu, o Juiz-Inspetor de Hondo City.

Aliás, vale destacar aqui, é bem legal vendo os juízes de outras cidades interagindo entre si nesse arco. Temos os juízes do que seriam respectivamente Japão, Texas e China. Gostaria de ver como seria o Juiz de Brasília. Será que ele seria careca? Pois já temos um Juiz por aqui que é Júri e executor...

Este arco tem tudo o que você poderia pedir de uma história do Juiz Dredd: tiro, porrada, bomba, testosterona no talo e muitos drokkados para serem servidos à justiça. Se você gosta das histórias do queixo de pedra pode ir sem medo!

Juiz Dredd Dia do Julgamento
A história é assinada por John Wagner (argumento) e Garth Ennis (argumento e roteiros) e a arte conta com o sempre incrível Carlos Ezquerra, Peter Doherty, Dean Ormston e Chrill Halls.