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30/12/2025

H.E.A.T - Welcome to the Future (Resenha)

O ano de 2025 está praticamente encerrado e começaram a brotar as famosas listinhas de "melhores XXX de 2025".

Uma dessas listas era sobre os melhores álbuns de rock de 2025 e em primeiríssimo lugar está a banda H.E.A.T., com o álbum "Welcome to the Future", até então desconhecido por mim.

A banda é de origem sueca, formada em 2007, e seu som é majoritariamente Hard Rock com fortes influências oitentistas, como não poderia deixar de ser. Welcome to the Future, lançado em 2025, é o oitavo álbum da banda, que já acumula também 3 EP's, dois álbuns ao vivo e dezenas de singles. 

Sem nenhum conhecimento prévio sobre a carreira da banda, eis as minhas impressões deste álbum. 

24/12/2025

Mônica Especial de Natal n° 7 (2004)

Mônica Especial de Natal n° 7

E aí rapaziada, como estamos?

Eu queria fazer um post temático de Natal sobre a revistinha Mônica Especial de Natal nº 7, publicada em 2004 pela Editora Globo. 

Digo queria porque me deu uma baita preguiça de fazer um post mais elaborado, mas não queria deixar a data passar em branco, ou o correto seria dizer que eu não queria deixar a data passar em caucasiano? Enfim... em todo o caso, ei-lô aqui.

É um total de 19 histórias divididas em 164 páginas. Temos histórias protagonizadas pela Turma da Mônica, Chico Bento, Mingau, Magali, Bidu, Louco, Papa-Capim, Astronauta e os pais do Cebolinha e do Cascão.

A história de abertura, e uma das minhas preferidas, é uma mistura de história da Turma da Mônica com uma adaptação de Um Conto de Natal de Charles Dickens. Eu gostei que nessa história eles não fizeram o óbvio, que seria recontar a trama do conto original apenas substituindo os personagens, mas eles encaixaram o conto dentro de uma historinha padrão da TdM. Achei a história bonita e que me prendeu bem na leitura.

Turma da Mônica Os Três Espíritos do Natal

20/12/2025

Trocando socos com "O Silmarillion"

O Silmarillion - J.R.R. Tolkien

Após mais de 20 anos depois de eu ter lido "O Senhor dos Anéis", finalmente resolvi me aventurar e ler "O Silmarillion", um dos grandes clássicos de John Ronald Reuel Tolkien, aka J.R.R. Tolkien.

O Silmarillion é considerado por muitos uma espécie de Bíblia do Universo Tolkeniano. Além dos mitos da criação de Eä, o mundo onde fica a Terra Média, O Silmarillion, possui paralelos com a Bíblia.

Se na Bíblia cristã Deus fez o verbo, aqui Ilúvatar (o Deus deste universo), logo após criar os primeiros seres, os Ainur, "falou com eles propondo-lhes temas de música; e cantarem diante dele e ele estava contente".

Apesar de não usar a palavra "anjo" em nenhum momento do livro, os Ainur podem ser entendidos como tais. Porém, diferente dos anjos, os Ainur foram mandados para a Terra para dar uma ajeitada nas coisas antes que os Primogênitos, como são conhecidos os Elfos, por serem as primeiras criaturas de Eä a se comunicarem por fala.

Além disso, temos Melkor, depois conhecido como Morgoth, assim nomeado por Fëanor depois do roubo das Silmarils, o mais poderoso dentre os Ainur, pois a ele "tinham sido dados os maiores dons de poder e conhecimentos, e ele tinha um quinhão de todos os dons de seus irmãos".

Morgoth/Melkor
Morgoth/Melkor gerado por IA

Melkor, antes mesmo do princípio dos tempos, já estava em desacordo com Ilúvatar, algo mais ou menos parecido com Deus e Lúcifer (me desculpe os erros bíblicos, mas faz muito tempo desde a minha catequese) e, em tempos vindouros, tornar-se-ia o grande flagelo de Elfos, Humanos e Anãos, distorcendo as criações de Ilúvatar.

Esse é um resumo bem resumido de O Silmarillion. Mas por que o título dessa resenha é "trocando socos"? 

12/12/2025

Trabalho remoto é vida, nunca mais quero voltar a trabalhar presencialmente

 Trabalho remoto é vida, nunca mais quero voltar a trabalhar presencialmente.


Acorda muito cedo, pega trânsito, enfrenta calor, chuva, alagamento, assalto, ônibus lotado, sujo e quente, barca lotada, suja, quente, gente fedendo, gente gritando, gente mal-educada, gente pedindo dinheiro, gente querendo te vender alguma coisa da hora que você bota o pé pra fora de casa até a hora que você volta, não tem tempo para cozinhar, come porcaria na rua, chega em casa cansado sem ânimo de fazer nada, não passa tempo de qualidade nenhum com seus filhos e cônjuge, já acorda no domingo pensando que no dia seguinte todo o ciclo vai ser repetir.

Trabalho presencial nunca mais, viva o trabalho remoto!

trabalho remoto vs trabalho presencial


09/12/2025

O Triste Fim de Policarpo Quaresma: O Guia para desistir do Brasil de uma vez por todas

O triste fim de policarpo quaresma capa
Capa sem sentido da minha cópia de R$1,99 da editora "Ingrid Almeida". Nela vemos um soldado segurando um frasco (??) e outros soldados portando armas que não existiam na época do livro. Ao fundo, aviões, sendo que no livro inteiro não há nenhuma menção a eles

No embalo da releitura de "Memórias Póstumas de Brás Cubas", resolvi ler logo outro livro nacional que estava no meu backlog há muito tempo, aguardando a sua vez: O Triste Fim de Policarpo Quaresma.

Auto-publicada em 1915, em formato de livro, após ter sido lançada em folhetim nos jornais em 1911, a história se desenrola em 1892 durante o governo de Floriano Peixoto.

A história, para mim, tinha altos e baixos no começo. As partes boas eram as focadas no protagonista, o "Major" Policarpo Quaresma, e em seu nacionalismo ufanista e cômico em relação ao Brasil. Conhecendo o país praticamente apenas por livros que o exaltavam, Quaresma tinha apenas conhecimento teórico das "maravilhas" brasileiras e nenhum prático, criando um nacionalismo vazio dentro de si.

As partes que eu julgava um tanto chatas eram as que focavam nos demais personagens da trama, como Ricardo Coração dos Outros, Adelaide (irmã de Quaresma), Olga (sua afilhada), Ismênia, General Albernaz, Dr. Genelício e Floriano Peixoto, o nosso ex-presidente/ditador da vida real.

No entanto, conforme a leitura foi andando, foi me afeiçoando ou odiando cada um deles e também entendendo o motivo de cada um estar ali na história. Ismênia, por exemplo, mostrava como a mulher de classe média tinha como principal intuito da vida se casar e nada mais; Olga, por outro lado, era a mulher forte e de pensamento crítico, que admirava o padrinho mesmo sem entendê-lo; General Albernaz, um militar fútil que vive de aparências, sempre contando vantagem sobre guerras das quais não participou; e Floriano Peixoto, o político que só pensa em como manter o poder para si próprio e em como se livrar de seus opositores, sem qualquer projeto de desenvolvimento do país (continua atualíssimo até hoje).

O livro é dividido em três partes: na primeira, Policarpo se decepciona com a cultura brasileira após sugerir em uma carta publicada em um jornal que a língua oficial do Brasil fosse o Tupi-Guarani, porque a língua portuguesa era uma língua emprestada pelos "donos" do idioma. Por isso, acabou sendo humilhado e internado em um hospício.