Minha história com a Aerosmith é relativamente curta. Durante a adolescência assisti muito na MTV e no Top TVZ do Multishow (quando este ainda era um canal interessante e passava programas de videogame, músicas legendadas, South Park, Chaves e Chapolin e não o sumidouro de conteúdo atual) os clipes de Jaded, Fly away from here, Crazy e Janie's Got a Gun.
Mas fora isso nunca fui um grande fã da banda. Isso foi até recentemente quando resolvi abandonar o Spotify e passar a ouvir álbuns inteiros de rock baixando MP3 pelo SoulSeek ou usando Brave Browser para bloquear os anúncios irritantes.
Nessa onda eu acabei ouvindo o álbum Get a Grip por pura insistência do algoritmo do Youtube em ficar me recomendando shorts do Ricardo Seelig falando bem sobre esse CD. E foi amor à primeira ouvida!
Enfim, vamos à lista!
1 - Pump
Foi muito difícil para mim escolher entre Pump e Get a Grip, mas acho que o setlist de Pump consegue superar o já ótimo set de Get a Grip, ainda mais que Pump traz Janie's Got a Gun, uma das melhores músicas da banda.
Pump traz o Aerosmith afiadíssimo e Steven Tyler no seu auge!
Os destaques para mim nesse álbum são: Janie's Got a Gun, Love in an Elevator, The Other Side e Young Lust.
Para mim esse disco não tem nenhuma música ruim.
2 - Get a Grip (1993)
Como dito acima, essa minha redescoberta do Aerosmith começou com o Get a Grip. Impossível não se deliciar com o refrão de "Eat The Rich" em poucos segundos após conhecer a música e também aqui neste álbum temos grandes sucessos da banda, daqueles que romperam barreiras e que todo mundo conheceu na época, como Cryin', Crazy e Amazing.
Fora isso ainda temos Get a Grip (faixa título) e Livin' on the Edge.
3 - Permanent Vacation
Permanent Vacation é a última jóia da coroa do Aerosmith que para mim marca a melhor fase da banda que vai de 1982 (com Rock in a Hard Place e termina com Get a Grip em 1993, mais de uma década de auge).
Destaques: Rag Doll, Dude (Looks like a lady), I'm Down, Permanent Vacation e St. John.
Curiosidade: Reza a lenda que Dude (Looks like a lady) foi escrita depois que o Aerosmith tocou com o pessoal do Motley Crue e o Steven Tyler ficou impressionado como o vocalista do Motley Crue parecia uma mulher e enquanto as duas bandas davam um rolê depois do show que fizeram juntas (provavelmente enchendo a cara de pinga e o nariz de farinha) Tyler não parava de falar "Dude looks like a lady" e daí veio a inspiração para compor esta bela canção.
4 - Aerosmith (1973)
O álbum homônimo de estreia da banda em 1973 é o único disco dos anos 70 que eu realmente acho muito bom. Depois desse álbum o Aerosmith variou entre discos medianos e fracos até chegar a década de 80 e reinventar sua sonoridade pela primeira vez.
Muitos fãs da banda vão me odiar por essa opinião, mas fazer o que?
Além disso, a capa desse álbum é uma das capas mais feias da história do rock! O que a galera tinha na cabeça para aprovar essa joça ir para as loja desse jeito?
Destaques: Dream On, Mama Kin, Make it
5 - Rock in a Hard Place (1982)
O começo da melhor fase da banda para mim.
Rock in a Hard Place marca a transição da fase setentista, marcada por um rock mais cru e com muita influência de blues, para a fase mais rock farofa ou glam metal, como quiser chamar, que é o que fazia grande sucesso comercial na época, vide Bon Jovi, Def Leppard, Guns'n Roses, entre outras banda que vendiam discos igual água no deserto e tinham shows lotados, fãs histéricas e farinha e álcool fartos.
Destaques: Lightning Strikes, Bolivian Ragamuffin e Jig Is Up.
6 - Honkin' on Bobo (2004)
No geral, os fãs da banda não curtem muito esse disco de covers de blues do Aerosmith, sendo apontado como um dos trabalhos mais fracos da banda. Eu discordo bastante.
Todas as músicas desse disco são boas ou muito boas. Ok, talvez você não curta tanto um blues rock assim, mas dizer que é um disco ruim acho que passa muito longe da verdade.
Para quem não gostou dele em uma primeira audição digo que vale a pena dar uma segunda chance.
Destaques: Road Runner, Baby Please Don't Go e Shame, Shame, Shame.
7 - Nine Lives (1997)
Mais uma opinião polêmica nessa posição e juro que não é de propósito. Nive Lives faz parte da segunda mudança de sonoridade da banda para se adaptar a mudança de gosto do público e que depois iria culminar no mais diferente álbum, e também uma quase unanimidade como o pior disco, do Aerosmith, o Just Push Play de 2001.
O Nine Lives soa muito mais pop que os trabalhos anteriores, porém na minha humilde opinião continuam sendo músicas boas, embora já não tenha aquela qualidade da década de 80 e início da década de 90, onde foram gravados os melhores trabalhos da banda.
Destaques: Taste of India, Hole in My Soul e Pink.
Curiosidade: a capa original teve que ser alterada depois do lançamento dessa bolacha, pois a comunidade Hindu ficou ofendida por terem retratado o Senhor Krishna dançando na cabeça do demônio Kāliyā.
Honestamente, eu prefiro a segunda capa mesmo, bem mais interessante. Apesar de que se esse álbum tivesse sido lançado nos dias de hoje com certeza alguma sociedade protetora dos gatinhos teria feito um twitaço contra a banda por fazer apologia à violência contra felinos...
8 - Toys in the Attic 9 - Draw The Line 10 - Done with Mirrors 11 - Rocks 12 - Music from Another Dimension (2012) 13 - Night on the Ruts (1979) 14 - Get Your Wings (1974) 15 - Just Push Play (2001)
A partir da oitava posição eu considero que a banda alterna trabalhos mediano-bom, medianos e ruins.
Algumas rápidas considerações sobre os demais trabalhos:
Toys in The Attic: Tido por muitos fãs como o melhor álbum da banda, para mim é um trabalho mediano, porém tendo grandes hits como "Walk this way", a importância dessa bolacha para a banda é inegável.
Rocks: também considerado um dos melhores trabalhos do Aerosilva, para mim é um disco bem mais ou menos. Não destaco nenhuma música desse álbum.
Music from another dimension: o último disco do Aerosmith é geralmente apontado entre os piores trabalhos da banda junto à Just Push Play e Honkin' on Bobo.
Eu não achei esse álbum tão ruim assim, na verdade ele poderia ser um trabalho muito bom do Aerosmith se ele tivesse ali no máximo umas 10 músicas. Para mim, depois da décima faixa, a qualidade do álbum cai bastante e fica arrastado e cansativo, como se estivessem cumprindo tabela.
Just Push Play: apesar de ter sido o meu contato com a banda por causa dos clipes na MTV, eu nunca tinha ouvido essa bolacha completa. E o disco é ruim mesmo, chato e sem inspiração.
Porém não podemos dizer que ele foi um fracasso, pois esta tentativa de se reinventar novamente e atingir um novo público no início dos anos 2000 deu muito certo.
O trabalho vendeu 240.000 cópias só em sua semana de lançamento e atingiu a segunda posição da Billboard em 2001 e conseguiu o certificado de álbum de platina.
No segundo volume de A Espada Selvagem de Conan temos mudanças na equipe criativa do Cimério. Saem John Arcudi e Max Von Fafner e assumem o título Jim Zub (roteiro) e Richard Pace (arte). Vale destacar que, assim como no volume anterior, a história dessa edição é autocontida, ou seja, ela basta por si própria. Será que todas as edições de ESC trarão histórias fechadinhas do bárbaro? A conferir.
A história dessa edição nos apresenta uma rara oportunidade onde Conan encontra-se quebrado, de corpo e espírito. Após sua caravana ser brutalmente atacada por monstros humanoides, que não poupam sequer as crianças, o bárbaro depende da sua própria e feroz força de vontade, e também de uma ajuda inesperada, para se recuperar dos seus ferimentos até o ponto onde, logicamente, irá em busca de vingança por si próprio e por seus companheiros caídos.
Esta trama traz um tema bem recorrente nas aventuras do Cimério que é o fanatismo religioso. Não obstante, nesse caso o "Deus" (com ou sem aspas, não consegui decidir) em questão é bem real, em carne, osso, garras e presas e vale-se da fome humana para recrutar seus discípulos - de uma forma um tanto definitiva e horrenda.
Ele oferece alimento para que as pessoas tornem-se "carne da sua carne", por assim dizer, para que eles possam matar outras pessoas e cultivar suas almas em um "jardim", onde posteriormente as almas dos finados servirão de alimento para os novos discípulos, em um ciclo sem fim.
Se não fosse Conan, claro!
Não poderia deixar de mencionar a arte dessa publicação, pois a comparação com o trabalho primoroso de Max Von Fafner na edição 1 (confira aqui a resenha) é quase impossível e até mesmo injusta. Fafner está em um nível que poucos desenhistas no mundo estão.
A arte de Richard Pace é mais "suja", com muitas linhas e passa um aspecto de rabiscado, como se ele tivesse feito os esboços e tivesse faltado uma arte-final para polir os desenhos. Em todo o caso, o trabalho de Pace é competente e combina com o clima sombrio e sujo dessa história.
Diferentemente da edição, não temos um conto de Conan em prosa após o término da história.
A seguir, vamos para o segundo capítulo do arco "Mestre da Caçada", onde Solomon Kane, agora em companhia de um velho conhecedor das religiões pagãs (um contraponto ao cristão puritano Kane), continua em busca do fazendeiro desaparecido e seu filho, além de outros locais da região, onde Kane acabará esbarrando não só na criatura que realizou os assassinatos e sequestros, como também com uma divindade pagã, que imagino eu, gerará um bom desenrolar da história com o caçador tendo que lidar com a sua fé e com o que está bem diante dos seus olhos.
A decepção nessa história fica por conta do pequeno número de páginas, apenas oito. Não sei se isso era para ser assim mesmo ou se foi algum problema de prazos que aconteceu com Patrick Zircher, mas não consegui encontrar nada sobre.
A título de comparação, o volume 1 teve 80 páginas, enquanto este teve apenas 64.
No fringir dos ovos, A Espada Selvagem de Conan continua bastante interessante e me deixa ansioso pelo próximo volume.
Sim, eu fui trouxa de comprar esse álbum mercenário da Panini. The joke is on me.
Mas se você está procurando um checklist com todas as figurinhas, ei-lô aqui.
Assim ficará mais fácil de trocar suas figurinhas ou encomendar as que estão faltando no site da Panini.
Encontrei a lista em um blog (do blogpost, quem diria!) especializado em figurinhas de futebol. Obrigado ao amigo Cartophilic pelo trabalho de levantamento.
Na lista abaixo, todas as figurinhas que estiverem marcadas como "foil" são as figurinhas douradas especiais dos jogadores, exceto as quatro primeiras (que eu nunca vi em lugar nenhum).
Lembrando que o clube León do México foi desclassificado pouco antes do começo do mundial por ter o mesmo dono do Pachuca, outro clube mexicano, e a Fifa proibiu dois times com o mesmo dono disputando a competição.
Por causa do tempo curto, não foi possível incluir o Los Angeles FC no álbum.
Além disso, os dois times americanos que participaram do torneio, o Inter Miami (aka o "time do Messi", que se classificou para a Copa só porque a Fifa queria o Messi jogando) e o Seattle Sounders tem apenas três figurinhas cada.
O porque disso eu não sei. Se você souber escreva aí nos comentários.
Introdução
1. Panini Logo - Figurinha dourada
2. Official Emblem - Foil
3. Official Trophy - Foil
4. Official Match Ball - Foil
FIFA Club World Cup 2025
5. Emblem (SE Palmeiras)
6. Weverton (SE Palmeiras)
7. Joaquín Piquerez (SE Palmeiras)
8. Murilo (SE Palmeiras)
9. Gustavo Gómez (SE Palmeiras)
10. Marcos Rocha (SE Palmeiras)
11. Richard Ríos (SE Palmeiras)
12. Aníbal Moreno (SE Palmeiras)
13. Mauricio (SE Palmeiras)
14. Raphael Veiga (SE Palmeiras)
15. Facundo Torres (SE Palmeiras)
16. Weverton (SE Palmeiras) - The Emblem - Foil
17. Paulinho (SE Palmeiras)
18. Estêvão Willian (SE Palmeiras)
19. Estêvão (SE Palmeiras) - The Chosen One - Foil
Em novembro passado fui surpreendido nas bancas quando me deparei com o volume 1 da nova encarnação de A Espada Selvagem de Conan, sucesso de público lá pelos idos da década de 70, que contou com grandes artistas como Roy Thomas, Neal Adams, John Buscema, Barry Windsor-Smith, Alfredo Alcala, entre outros.
A série original de Espada Selvagem de Conan foi publicada entre 1974 e 1995, totalizando 21 anos ininterruptos. Desconheço outra série que tenha tido uma publicação tão longa sem ter passado por um reboot no meio do caminho. No total, ela teve 235 edições.
Entre 2019 e 2020 a Marvel fez uma segunda versão da ESC (chamarei de ESC daqui em diante para facilitar a vida desse vosso escriba digital). E desde 2022, a pouco conhecida editora Titan Comics comprou os direitos do bárbaro criado por Robert E. Howard e nos traz a terceira versão da revista.
A versão atual vem sendo publicada no Brasil pela Panini Comics e, julgando apenas pela primeira edição, vem fazendo um bom trabalho até aqui. A ESC atual, tal qual sua versão original, é preta e branca no formato magazine, mais ou menos o tamanho de uma revista semanal de notícias, e tanto as cores em P&B e o formato maior que o tradicional valorizam demais a arte da revista. A título de comparação, versão anterior da Marvel era em formato de comics americano e também era colorida.
A Espada Selvagem de Conan traz -obviamente- histórias de Conan, porém sem tantas amarras editorais como as revistas mais tradicionais do personagem publicada em formato de comics. Isso se traduz em histórias com violência mais explícita e também em nudez feminina -que é belissimamente ilustrada nessa edição por Max Von Fafner e roteiros de John Arcudi (Mulher-Maravilha: Preto e Dourado, O Máskara).
Além da história em quadrinhos do Conan, ao final do primeira história (autocontida), temos um conto de duas páginas em prosa ao melhor estilo Conan: inimigos perigosos, Deuses cruéis, ambiente inóspito e uma bela donzela a ser salva pelo gigante de bronze.
E, também para a minha surpresa, a revista traz ainda uma segunda história com outro personagem de Robert E. Howard. Dessa vez quem dá as caras é o casmurro Solomon Kane, em uma história escrita e desenhada por Patrick Zircher (Superman, Homem-Aranha).
Diferentemente da história de Conan, este é apenas o primeiro capítulo de um arco de histórias de Kane. A história do caçador puritano tem menos páginas que a do cimério, porém não perde em qualidade, trazendo uma trama que promete contrapor a visão cristã do protagonista com elementos místicos e sombrios de outros panteões.
Quanto à história de Conan, temos aqui tudo o que um fã do Cimério poderia querer: exércitos em campanha, embates brutais, lutas impossíveis, traições, feras e máquinas de guerra e um clima de tensão sexual no ar. Tudo isso lindamente desenhado por Max Von Fafner.
Como se tudo isso não fosse o suficiente, para abrilhantar ainda mais essa edição temos um belo pôster com um mapa da Era Hiboriana, uma introdução por ninguém mais, ninguém menos que Roy Thomas, o editor e principal escritor da ESC original -e também um ensaio sobre o impacto cultural de Solomon Kane, que praticamente sacramentou a visão que a cultura pop tem dos caçadores de vampiros, bruxas e monstros. E, por fim, traz também uma galeria de capas alternativas, totalizando 80 páginas.
E tudo isso apenas no volume #1. Ufa!
Por Crom, você seria louco de não ler esta belíssima magazine!
Mulher-Maravilha: Preto e Douradofoi lançado originalmente em 2021 nos EUA para celebrar o aniversário de 80 anos da criação da personagem do psicólogo William Moulton Marston.
Tal qual outras publicações nessa mesma linha, como Arlequina: Preto + Branco + Vermelho e Superman: Vermelho e Azul, a arte deste quadrinho tem apenas três cores básicas: preto, branco e dourado, e é por aí que quero começar esta resenha.
Utilizar apenas estas três cores dá um destaque incrível para a arte dos diversos desenhistas e coloristas que participam desse projeto. Até mesmo por isso, trata-se do ponto alto (altíssimo, eu diria) dessa HQ.
Apesar de a Panini ser reconhecida pelos seus constantes erros editoriais e gráficos, aqui não há do que se reclamar: o trabalho de produção foi excelente e graficamente falando Mulher-Maravilha: Preto e Dourado é absolutamente deslumbrante!
Já a história em si é composta por dezenas de contos curtos de no máximo oito páginas, todos autocontidos. Como já é de praxe nesse tipo de publicação, a qualidade das histórias oscila demais, tendo algumas histórias muito boas com gostinho de "quero mais" que poderiam ser desenvolvidas em publicações solo dando mais tempo e espaço para os autores desenvolverem seus argumentos.
Já outras são apenas desperdício de papel.
Tem uma em especial que eu preciso destacar porque eu não acreditei quando li. Até reli para ver se eu não tinha entendido direito, mas não me parece que tenha sido o caso.
No conto "Mal Nenhum", Mulher-Maravilha é convocada por Vixen para viajar para a órbita terrestre para investigar um fenômeno chamado "nebulosa", que apesar de inofensivo, tem chamado a atenção da população.
Diana é convocada por Vixen porque apenas ela, graças a seus poderes, é capaz de conversar com os Tardígrados, um animal microscópico (que existe de verdade) que eu tenho certeza que já vi em algum filme ou série, que são os responsáveis por desencadear a tal nebulosa no espaço e que está sendo vista na Terra.
Esse carinha aí é o Tardígrado
E os Tardígrados tem um plano para invadir a Terra? Para escravizar os humanos? Talvez eles queiram avisar que o planeta esteja indo para o vinagre e estão metendo o pé igual aos golfinhos de O Guia do Mochileiro das Galáxias?
Não, nada disso!
Os Tardígrados querem conversar com Diana e se valerem de sua experiência diplomática para falarem sobre alterações climáticas e pobreza global. E logo após isso ser revelado a história acaba.
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A autora dessa história é a escritora nigeriana Nnedi Okorafor que, segundo sua página na Wikipédia, é vencedora de vários prêmios literários.
Como uma autora premiada consegue escrever uma história onde esses animaizinhos vão para o espaço para conversar sobre pobreza e alterações climáticas com um super-herói?
Para mim, é apenas um trabalho preguiçoso OU uma oportunidade de utilizar uma personagem famosa para empurrar sua agenda política. Provavelmente as duas coisas.
(e você achando que não teria como superar os carangueijos com asinhas de morcego do Lovecraft, mas que boboca!)
E esse não é o único conto em que isso acontece. Há outro em que a Mulher-Maravilha participa de protestos do Black Lives Matter, por exemplo.
Mas, voltando a falar de coisas boas, gostaria de destacar algumas histórias.
A primeira é "Eu sou eterna", escrita por John Arcudi (Lobo/O Máscara, Hellboy) e ilustrada por Ryan Sook (Hellboy, Buffy). Nela, vemos Diana lutando durante a Segunda Guerra Mundial ao lado de soldados comuns. Depois, somos transportados para o presente, onde em uma reunião da Liga da Justiça, Bruce questiona Diana sobre o quanto ela realmente leva a sério a luta pela humanidade, já que ela é uma semideusa (ou coisa que o valha) imortal com milhares de anos de idade, enquanto a vida humana é tão frágil e fugaz.
A segunda história, escrita pelo australiano Andrew Constant(Etrigan, Batman) e desenhada (lindamente!) pela artista Nicola Scott (que já tinha trabalhado anteriormente na mensal da MM), mostra Diana tendo que sacrificar um amigo querido, pois este enlouqueceu com a idade avançada e o contato com os humanos e tornou-se uma ameaça.
De coração partido, a Mulher-Maravilha roga à Artemis, a Deusa da Fauna e do Mundo Selvagem, que guie o espírito do seu amigo para o além-vida, sabendo que foi muito amado e que possa encontrar a paz, e sua prece é prontamente atendida.
Uma história com roteiro e artes maravilhosos, sem dúvida a mais bela de toda essa publicação.
A terceira e última chama-se "O Profeta", escrita e magistralmente ilustrada por Liam Sharp (Gears of War, Juiz Dredd). Nela, vemos um escritor desesperado por ajuda de sua psicóloga, pois ele vem sendo atormentado por visões cada vez mais reais de uma luta entre Amazonas, que perigosamente estão saindo dos seus sonhos e adentrando o mundo real, até ele receber a visita da filha de Hipólita...
E para quem recomendo Mulher-Maravilha: Preto e Dourado?
Acredito que essa publicação cai bem para quem é muito fã da Mulher-Maravilha ou que está atrás de uma publicação onde a arte seja o grande destaque. Essa HQ é praticamente um livro de arte, tirando uma ou outra história com a arte mais fraca aqui e acolá.
A edição da Panini conta com uma bela sobrecapa, o que nos proporciona ter a arte de duas capas e mais uma terceira na contracapa, pra mim foi uma excelente escolha.
Porém, por se tratar de uma edição comemorativa de 80 anos da personagem, achei que fez falta um texto do editor com um breve resumo das décadas de "vida" da Princesa de Themyscira. Bola fora.
Caso se interesse pela HQ, considere comprar pelo meu link de afiliado e me ajudar a ter mais dinheiro para gastar com gibis. Obrigado!